Glossário de telecom
Os termos do dia a dia de provedores e técnicos, da fibra ao BGP, explicados em poucas linhas.
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- 5G Acesso, Wi-Fi e rádio
Quinta geração da telefonia móvel, com mais capacidade e menor latência que o 4G. No Brasil, a faixa principal é a de 3,5 GHz, e também é usada para FWA.
Veja também: FWA
- Anatel Regulação e negócio
Agência Nacional de Telecomunicações, que regula e fiscaliza o setor no Brasil, emite autorizações e certifica os equipamentos. É a fonte oficial das regras para provedores.
Veja também: SCM, Homologação
- Anel Roteamento e interconexão
Topologia em que os POPs são ligados em círculo, de modo que, se um trecho de fibra romper, o tráfego segue pelo outro lado.
- ARPU Regulação e negócio
Average Revenue Per User: receita média por cliente no período, o "ticket médio". Ajuda a medir o efeito de upgrades de plano e da venda de serviços adicionais.
Veja também: Churn
- ASN Sistema Autônomo (AS) Roteamento e interconexão
Número de Sistema Autônomo: identifica a rede de uma organização no roteamento BGP. No Brasil é solicitado ao Registro.br, junto com os blocos de IP.
Veja também: BGP
- Atenuação Medição óptica
Perda de potência do sinal ao longo do caminho, em dB. Na fibra é dada em dB/km e depende do comprimento de onda; somam-se ainda as perdas de emendas, conectores e splitters.
Veja também: Orçamento óptico
- Backbone Roteamento e interconexão
A espinha dorsal da rede: os enlaces de maior capacidade que ligam os POPs e cidades entre si e às saídas de internet.
Veja também: Backhaul
- Backhaul Roteamento e interconexão
Trecho que leva o tráfego de um ponto de acesso (POP de bairro, torre, OLT remota) até o backbone. Pode ser por fibra ou rádio.
- BGP Roteamento e interconexão
Border Gateway Protocol: protocolo que troca rotas entre redes autônomas (AS) na internet. É com ele que o provedor anuncia os próprios blocos de IP e recebe rotas de trânsito e peering.
- BiDi Fibra e PON
Módulo óptico bidirecional que transmite e recebe em uma única fibra, usando um comprimento de onda em cada sentido (ex.: 1310/1550 nm). Precisa ser usado em par casado nas duas pontas.
- BNG Concentrador Redes e IP
Broadband Network Gateway (antigo BRAS): equipamento que termina as sessões dos clientes (PPPoE ou IPoE), aplica os planos de velocidade e conversa com o RADIUS.
- Bufferbloat Operação e qualidade
Aumento da latência quando a conexão está cheia, causado por filas grandes demais no roteador. Controle de filas (como fq_codel ou CAKE) resolve na maioria dos casos.
Veja também: Latência
- Cabo autossustentado (AS) Fibra e PON
Cabo óptico feito para ser lançado em postes sem cordoalha de aço, porque tem elementos de tração próprios. É comum indicar o vão máximo (ex.: AS80, AS120), em metros, na especificação.
- Caneta óptica VFL Medição óptica
Fonte de luz vermelha visível (VFL) que mostra, pelo brilho, quebras, dobras e conectores ruins em trechos curtos. Ajuda a identificar fibras no DIO e na caixa.
- CDN Roteamento e interconexão
Content Delivery Network: rede de servidores que guardam cópias de conteúdo (vídeo, jogos, atualizações) perto do usuário. Caches de CDN dentro do provedor economizam trânsito e reduzem a latência.
- CEO Caixa de Emenda Óptica Fibra e PON
Caixa de Emenda Óptica: caixa fechada e vedada onde os cabos são emendados por fusão, em sangrias, derivações e mudanças de cabo. Também pode abrigar splitters.
Veja também: Fusão
- CGNAT Carrier-Grade NAT Redes e IP
NAT feito pelo provedor (Carrier-Grade NAT), em que vários clientes compartilham o mesmo IPv4 público. Usa a faixa 100.64.0.0/10 entre o provedor e o cliente e exige guardar registros de IP, porta e horário de cada conexão.
- Churn Regulação e negócio
Taxa de cancelamento: porcentagem de clientes que saem em um período. Churn alto costuma apontar problema de qualidade, atendimento ou preço.
Veja também: ARPU
- CIDR Prefixo de rede Redes e IP
Forma de escrever redes com o tamanho do prefixo após a barra, como 192.168.0.0/24 ou 2804:db8::/32. O número diz quantos bits iniciais identificam a rede.
- Clivador Fibra e PON
Ferramenta que corta a fibra com face reta e lisa, condição para uma fusão de baixa perda. Lâmina gasta ou suja é causa comum de emenda ruim.
Veja também: Fusão
- Compartilhamento de postes Regulação e negócio
Uso dos postes da distribuidora de energia para passar cabos de telecom, mediante contrato e projeto aprovado. As regras envolvem a Aneel e a Anatel, e a organização dos cabos é tema constante no setor.
- Comprimento de onda Lambda (λ) Fibra e PON
A "cor" da luz usada na fibra, medida em nanômetros (nm). As janelas mais usadas são 1310, 1490, 1550 e 1625 nm, cada uma com atenuação diferente.
- Conector APC Fibra e PON
Conector com a ponta polida em ângulo de 8°, geralmente verde. Reflete muito pouco sinal de volta, por isso é o mais usado em PON e obrigatório em vídeo por RF. Não deve ser encaixado em conector UPC.
Veja também: Conector UPC
- Conector de campo Fibra e PON
Conector montado na ponta do cabo durante a instalação, sem máquina de fusão (fast connector). Agiliza a instalação de drops, com perda um pouco maior que um conector de fábrica.
- Conector UPC Fibra e PON
Conector com polimento reto e abaulado, geralmente azul. Reflete mais sinal de volta que o APC e é comum em switches e enlaces ponto a ponto.
Veja também: Conector APC
- Cordão óptico Patch cord Fibra e PON
Cabo curto com conector nas duas pontas (patch cord), usado para ligar DIO, OLT, switches e ONU. O tipo de conector e o polimento (UPC ou APC) precisam bater com os das portas.
Veja também: Conector APC
- CPE Acesso, Wi-Fi e rádio
Customer Premises Equipment: qualquer equipamento do provedor instalado no cliente, como ONU, roteador Wi-Fi ou rádio.
Veja também: TR-069
- CTO Caixa de Terminação Óptica Fibra e PON
Caixa de Terminação Óptica: caixa, normalmente no poste, onde fica o splitter de atendimento e onde o técnico conecta o cabo drop do cliente.
- CWDM Fibra e PON
WDM com canais espaçados de 20 nm (até 18 canais). Usa óptica mais barata e é comum para multiplicar a capacidade de fibras de backbone e backhaul.
- dB Decibel Medição óptica
Unidade de relação entre duas potências, usada para ganho e perda. Cada 3 dB de perda corta a potência pela metade; 10 dB corta para um décimo.
- dBm Medição óptica
Unidade de potência em relação a 1 miliwatt: 0 dBm = 1 mW, −10 dBm = 0,1 mW, −30 dBm = 0,001 mW. É a unidade que o power meter e a ONU mostram.
Veja também: dB, Power meter
- DDoS Roteamento e interconexão
Ataque distribuído de negação de serviço: muito tráfego vindo de muitas origens para derrubar um cliente ou a própria rede. Provedores usam mitigação na borda ou serviços de limpeza de tráfego.
- DHCP Redes e IP
Protocolo que entrega automaticamente IP, máscara, gateway e DNS aos equipamentos da rede. Em IPv6 existe o DHCPv6, além da autoconfiguração (SLAAC).
- DIO Distribuidor Interno Óptico Fibra e PON
Distribuidor Interno Óptico: bandeja de rack onde os cabos que chegam ao POP são emendados em pigtails e terminados em conectores, para ligar à OLT e a outros equipamentos com cordões.
Veja também: Pigtail, Cordão óptico
- Disponibilidade Operação e qualidade
Porcentagem do tempo em que o serviço funcionou. Exemplo de conta: 99,9% ao mês permitem pouco mais de 43 minutos de parada.
Veja também: SLA
- DNS Redes e IP
Sistema que traduz nomes (www.exemplo.com.br) em endereços IP. Um DNS recursivo rápido e próximo do cliente melhora a experiência de navegação.
- Drop Cabo drop Fibra e PON
Cabo de fibra fino que liga a CTO até a casa do cliente. Existem modelos planos e redondos, com elemento de sustentação para o vão entre o poste e a casa.
Veja também: CTO
- DWDM Fibra e PON
WDM com canais muito próximos, permitindo dezenas de canais de alta capacidade na mesma fibra, inclusive com amplificação óptica. É a base dos grandes backbones.
- Emenda mecânica Fibra e PON
Emenda que une as fibras por alinhamento dentro de um pequeno dispositivo com gel, sem fusão. É rápida e barata, mas costuma ter perda e reflexão maiores que a fusão.
- EPON Fibra e PON
PON padronizada pelo IEEE (802.3ah), baseada em Ethernet, com cerca de 1 Gbps simétrico. Existe também a versão de 10 Gbps (10G-EPON).
- Fibra apagada Dark fiber Fibra e PON
Fibra instalada e sem equipamento ligado, alugada ou vendida para outra empresa acender com os próprios equipamentos (dark fiber).
- Fibra monomodo Single-mode Fibra e PON
Fibra com núcleo muito fino (cerca de 9 µm) por onde a luz segue em um único modo. Alcança dezenas de quilômetros e é a usada em redes de provedor e FTTH.
Veja também: G.652.D, Fibra multimodo
- Fibra multimodo Fibra e PON
Fibra com núcleo mais largo (50 ou 62,5 µm), usada em distâncias curtas, como dentro de data centers. Não serve para PON nem para redes externas longas.
Veja também: Fibra monomodo
- FTTH Fiber to the Home Fibra e PON
Fiber to the Home: a fibra óptica vai até dentro da casa do cliente, onde fica a ONU. É a arquitetura padrão da banda larga fixa por fibra no Brasil.
- FTTx Fibra e PON
Nome geral para redes em que a fibra chega até algum ponto perto do cliente: casa (FTTH), prédio (FTTB), gabinete na rua (FTTC) e assim por diante. O "x" indica até onde a fibra vai.
- Fusão Emenda por fusão Fibra e PON
Emenda feita derretendo e unindo as pontas de duas fibras com um arco elétrico, na máquina de fusão. Uma boa fusão costuma ter perda bem abaixo de 0,1 dB.
Veja também: Máquina de fusão, Clivador
- FWA Acesso fixo sem fio Acesso, Wi-Fi e rádio
Fixed Wireless Access: internet fixa entregue por rádio, como 4G, 5G ou rádio em faixas não licenciadas, com uma antena ou roteador fixo na casa do cliente.
Veja também: 5G
- G.652.D Fibra e PON
Recomendação da ITU-T para a fibra monomodo padrão, com baixo pico de absorção de água. É a fibra mais comum nos cabos de rede externa.
Veja também: G.657
- G.657 Fibra e PON
Recomendação da ITU-T para fibras monomodo mais resistentes a dobras (classes A e B). É usada em drops e instalações internas, onde a fibra faz curvas apertadas.
Veja também: Macrocurvatura
- GPON Gigabit-capable PON Fibra e PON
Padrão PON da ITU-T (G.984) com cerca de 2,5 Gbps de descida e 1,25 Gbps de subida, compartilhados entre os clientes da mesma porta. Usa 1490 nm na descida e 1310 nm na subida.
- Homologação Regulação e negócio
Certificação e homologação de produtos de telecomunicações pela Anatel. Equipamentos como ONUs, roteadores e rádios precisam ser homologados para uso no Brasil.
Veja também: Anatel
- IPoE Redes e IP
Conexão do cliente sem PPPoE, direto sobre Ethernet, com o IP entregue por DHCP. A identificação é feita pela VLAN, pela porta ou pela ONU.
Veja também: PPPoE
- IPv4 Redes e IP
Versão 4 do protocolo IP, com endereços de 32 bits (cerca de 4,3 bilhões). Os blocos livres acabaram, por isso os provedores usam CGNAT e implantam IPv6.
- IPv6 Redes e IP
Versão 6 do protocolo IP, com endereços de 128 bits. Permite entregar a cada cliente um prefixo inteiro, sem NAT, e é o caminho para crescer sem depender de IPv4.
Veja também: IPv4, Prefix delegation
- ISP Provedor de internet Regulação e negócio
Internet Service Provider: o provedor de internet. No Brasil, os provedores regionais respondem por grande parte dos acessos de banda larga fixa por fibra.
- IX / PTT Roteamento e interconexão
Ponto de Troca de Tráfego (Internet Exchange): local onde vários AS se conectam para trocar tráfego direto, sem passar pela operadora de trânsito. No Brasil, o projeto é o IX.br, do NIC.br.
- Jitter Operação e qualidade
Variação da latência entre um pacote e outro. Jitter alto causa voz picotada e vídeo travando, mesmo com velocidade boa.
Veja também: Latência, Perda de pacotes
- Last mile Última milha Acesso, Wi-Fi e rádio
A "última milha": o trecho final da rede, que chega até o cliente. Em FTTH é a rede de distribuição, a CTO e o drop.
Veja também: Drop
- Latência Operação e qualidade
Tempo que um pacote leva para ir e voltar (ping), em milissegundos. Depende da distância, do número de saltos e de filas congestionadas; é o que mais pesa em jogos e chamadas de vídeo.
Veja também: Jitter
- LGPD Regulação e negócio
Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018). Vale para os dados de clientes do provedor: cadastro, endereço, registros de conexão e atendimento.
- Licença SCM Autorização SCM Regulação e negócio
Autorização da Anatel para prestar o SCM. Em alguns casos de pequeno porte a regra admite dispensa, mas há condições e cadastro; as regras mudam, consulte a Anatel antes de operar.
- Macrocurvatura Medição óptica
Perda causada por dobra apertada na fibra. Afeta mais os comprimentos de onda longos: se a perda em 1550 nm está bem maior que em 1310 nm, desconfie de dobra.
Veja também: G.657
- Máquina de fusão Fibra e PON
Equipamento que alinha as fibras, faz a fusão com arco elétrico e estima a perda da emenda. As de alinhamento pelo núcleo são mais precisas que as de alinhamento pela casca.
Veja também: Fusão
- Marco Civil da Internet Regulação e negócio
Lei 12.965/2014, que estabelece princípios, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil, incluindo neutralidade de rede e regras de guarda de registros de conexão pelos provedores.
Veja também: CGNAT
- Máscara de sub-rede Redes e IP
Número no formato de IPv4 (ex.: 255.255.255.0) que separa a parte de rede da parte de host. É outra forma de escrever o prefixo: 255.255.255.0 é o mesmo que /24.
Veja também: CIDR
- Mesh Acesso, Wi-Fi e rádio
Sistema de Wi-Fi com vários pontos que trabalham como uma rede só, com o mesmo nome, para cobrir a casa toda. O ideal é ligar os pontos por cabo; sem cabo, o retorno por rádio divide a velocidade.
Veja também: Wi-Fi 6
- MPLS Redes e IP
Multiprotocol Label Switching: encaminha pacotes por rótulos em vez de olhar o IP a cada salto. É usado para VPNs de camada 2 e 3, engenharia de tráfego e transporte de clientes corporativos.
- MTU Redes e IP
Maximum Transmission Unit: maior pacote que passa por um enlace sem ser fragmentado. Em Ethernet é 1500 bytes; com PPPoE cai para 1492. MTU errada causa sites que não abrem.
Veja também: PPPoE
- NAT Redes e IP
Network Address Translation: troca de endereços IP no roteador, para que vários aparelhos com IP privado saiam para a internet com um IP público.
Veja também: CGNAT
- NOC Operação e qualidade
Network Operations Center: equipe e sala que monitoram a rede o tempo todo, recebem alarmes e coordenam o atendimento a falhas.
- OLT Optical Line Terminal Fibra e PON
Optical Line Terminal: o equipamento do provedor, no POP, onde as redes PON começam. Cada porta PON da OLT atende dezenas de clientes através dos splitters.
- ONT Optical Network Terminal Fibra e PON
Optical Network Terminal: ONU que atende um único cliente, instalada dentro da casa. No dia a dia, ONU e ONT são usadas como sinônimos.
Veja também: ONU
- ONU Optical Network Unit Fibra e PON
Optical Network Unit: o equipamento na ponta da rede PON que converte o sinal óptico em elétrico (Ethernet, Wi-Fi, telefone). Na prática, quase todo mundo chama de ONU o aparelho que fica na casa do cliente.
- Orçamento óptico Link budget Medição óptica
Conta que compara a perda total do enlace com a diferença entre a potência do transmissor e a sensibilidade do receptor, para saber se o sinal chega com folga (link budget).
Veja também: Sensibilidade, Atenuação
- OSPF Redes e IP
Protocolo de roteamento interno que calcula o melhor caminho dentro da rede do provedor e reage sozinho a quedas de enlace.
Veja também: BGP
- OTDR Reflectômetro óptico Medição óptica
Optical Time Domain Reflectometer: equipamento que injeta pulsos de luz na fibra e analisa o que volta, mostrando a distância e a perda de emendas, conectores, dobras e rompimentos.
Veja também: Power meter
- Peering Roteamento e interconexão
Acordo entre duas redes para trocar diretamente o tráfego entre seus clientes, em geral sem cobrança, em um IX ou por enlace privado.
Veja também: IX / PTT, Trânsito IP
- Perda de pacotes Operação e qualidade
Porcentagem de pacotes que se perdem no caminho. Mesmo perdas pequenas derrubam o desempenho do TCP e atrapalham jogos e chamadas.
Veja também: Jitter
- Pigtail Fibra e PON
Fibra com conector em uma ponta só. A outra ponta é emendada por fusão no cabo, dentro do DIO ou da caixa.
- PON Passive Optical Network Fibra e PON
Passive Optical Network: rede óptica em que, entre a OLT e as ONUs, só há elementos passivos (fibra, splitters, conectores), sem nada energizado no meio do caminho. Uma única porta da OLT atende vários clientes.
- Ponto-multiponto PtMP Acesso, Wi-Fi e rádio
Rádio em que uma estação base (setorial) atende vários clientes ao mesmo tempo (PtMP). Foi a base de muitos provedores antes da fibra.
Veja também: Rádio ponto a ponto
- POP Ponto de Presença Roteamento e interconexão
Ponto de Presença: local do provedor com equipamentos ativos (OLT, roteadores, switches), energia e baterias, de onde sai a rede para os clientes.
- Power meter Medidor de potência óptica Medição óptica
Medidor de potência óptica, em dBm. Medido na ponta do cliente, mostra se o sinal está dentro da faixa da ONU. Para PON existe o modelo próprio, que mede as janelas separadas com o sistema ligado.
Veja também: dBm
- PPPoE Redes e IP
Protocolo que autentica o cliente com usuário e senha antes de liberar a conexão, normalmente conferidos em um servidor RADIUS. Reduz a MTU para 1492 bytes.
- Prefix delegation DHCPv6-PD Redes e IP
Mecanismo do DHCPv6 (DHCPv6-PD) para entregar ao roteador do cliente um prefixo IPv6 inteiro, como um /56 ou /64, que ele distribui na rede interna.
- Prestadora de Pequeno Porte PPP Regulação e negócio
Categoria da Anatel para empresas com participação pequena no mercado, com algumas obrigações simplificadas. Os critérios são definidos e revistos pela Anatel.
Veja também: Anatel
- QinQ Redes e IP
Uso de duas etiquetas de VLAN no mesmo quadro (IEEE 802.1ad): uma externa (S-VLAN) e uma interna (C-VLAN). Permite separar muitos clientes ou OLTs sem esbarrar no limite de 4094 VLANs.
Veja também: VLAN
- Rádio ponto a ponto PtP Acesso, Wi-Fi e rádio
Enlace de rádio entre duas antenas apontadas uma para a outra (PtP), usado em backhaul e clientes corporativos onde não há fibra. Precisa de visada livre entre as pontas.
Veja também: Ponto-multiponto, Backhaul
- RADIUS Redes e IP
Protocolo e servidor de autenticação, autorização e contabilização. Confere login e senha do PPPoE, aplica o plano de velocidade e registra o início e o fim das conexões.
Veja também: PPPoE
- Reflectância Perda de retorno Medição óptica
Quanto de luz um evento (conector, emenda mecânica) devolve para trás, em dB negativos. Quanto mais negativo, melhor; conectores APC refletem bem menos que UPC.
- SCM Serviço de Comunicação Multimídia Regulação e negócio
Serviço de Comunicação Multimídia: o serviço de telecomunicações em que se enquadra a banda larga fixa prestada pelos provedores. As regras de prestação são definidas pela Anatel.
Veja também: Licença SCM
- Sensibilidade Sensibilidade do receptor Medição óptica
Menor potência que o receptor consegue ler sem erros, em dBm (ex.: −27 dBm). Abaixo dela o cliente cai ou fica instável. Acima do limite de sobrecarga o receptor satura.
Veja também: Orçamento óptico
- SFP Transceiver óptico Fibra e PON
Módulo óptico (transceiver) que encaixa na porta do switch, roteador ou OLT. As versões SFP+, SFP28 e QSFP levam mais velocidade; distância, comprimento de onda e potência estão na ficha técnica.
Veja também: Orçamento óptico
- SLA Operação e qualidade
Service Level Agreement: compromisso de qualidade em contrato, como disponibilidade mínima, tempo de reparo e latência, com o que acontece se não for cumprido.
- Splitter Divisor óptico Fibra e PON
Divisor óptico passivo que reparte a luz de uma fibra em várias saídas (1:2, 1:8, 1:16…). Cada divisão por dois custa pouco mais de 3 dB de perda.
Veja também: Splitter desbalanceado, Orçamento óptico
- Splitter desbalanceado Fibra e PON
Splitter de duas saídas que divide a potência de forma desigual, como 10/90 ou 30/70. A perna menor atende uma caixa e a maior segue pela rede, o que permite cascatas longas em ruas com poucos clientes.
Veja também: Splitter
- SVA Serviço de Valor Adicionado Regulação e negócio
Serviço de Valor Adicionado: serviço que se apoia na telecomunicação sem ser telecomunicação, como streaming, antivírus ou backup oferecidos junto com a internet. A forma de oferta e a tributação têm regras próprias; busque orientação contábil e jurídica.
- TR-069 Operação e qualidade
Protocolo do Broadband Forum (CWMP) para gerenciar remotamente ONUs e roteadores dos clientes a partir de um servidor ACS: configurar Wi-Fi, atualizar firmware e diagnosticar.
Veja também: CPE
- Trânsito IP Roteamento e interconexão
Serviço contratado de uma operadora maior que entrega acesso a toda a internet, cobrado pela capacidade. Complementa o que o provedor recebe por peering e CDN.
Veja também: Peering
- Vazão Throughput Operação e qualidade
Quantidade de dados efetivamente transferida por segundo (throughput). Fica um pouco abaixo da velocidade contratada por causa dos cabeçalhos dos protocolos.
- Visada Linha de visada (LOS) Acesso, Wi-Fi e rádio
Caminho livre entre duas antenas, incluindo a zona de Fresnel ao redor da linha reta. Árvores, prédios e o relevo no caminho derrubam ou instabilizam o enlace.
- VLAN Redes e IP
Rede local virtual (IEEE 802.1Q): uma etiqueta no quadro Ethernet separa tráfegos diferentes no mesmo cabo ou switch. Os IDs vão de 1 a 4094.
Veja também: QinQ
- WDM Multiplexação por comprimento de onda Fibra e PON
Wavelength Division Multiplexing: técnica de passar vários sinais na mesma fibra, cada um em um comprimento de onda. Também é o nome do filtro que junta ou separa esses sinais.
- Wi-Fi 6 Acesso, Wi-Fi e rádio
Nome comercial do padrão IEEE 802.11ax. Traz OFDMA e melhor desempenho com muitos aparelhos conectados ao mesmo tempo, em 2,4 e 5 GHz. O Wi-Fi 6E acrescenta a faixa de 6 GHz.
Termos de regulação são explicados de forma geral. As regras mudam: para obrigações, prazos e valores, consulte a Anatel e a legislação em vigor.
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Fibra, PON, redes e gestão de provedor explicados por quem vive o dia a dia do setor.
